SOBRE_O Conto da Princesa Kaguya

 

Uma animação linda, espirituosa e inspiradora. Pra mim essa obra se resume em três coisas:
– Animação impecável com a capacidade de traduzir toda uma cultura e representação de uma época antiga do povo japonês;
– Uma trilha sonora emocionante que muitas vezes te faz esquecer que aquilo é um filme e te faz viajar no meio da história, o que mostra o quão grande é aquela cultura e o quanto uma musica folclórica é forte até pra quem não conhece as tradições e culturas desse povo;
– Uma escola para qualquer animador, o longa de 02:17:13 foi todo pintado em aquarela em quadros orientais, quadro-a-quadro frame-a-frame, até quem não entende de animação e não sabe o quanto é trabalhoso um longa como este, percebe como deve ter sido trabalhoso fazer tudo aquilo. É possível visualizar que foi preciso muita paciência e dedicação para iniciar e terminar uma obra assim, para uns se daria o trabalho de uma vida;

Mesmo o longa sendo dublado em japonês você Surpreendentemente fica com a musica na cabeça, está é uma das coisas que mais se destaca no enredo tendo destaque inclusive para os personagens. “Passáros, Bessouros e Bestas” que provavelmente é uma musica folclórica japonesa, fala da esperança, da natureza, fala da vida. Musica LINDA, eu que só entendi o seu significado lendo as legendas e me emocionei quando ela foi cantada pelos personagens na história, mais de uma vez(e a letra não tem nada de forte ou triste, emociona mesmo a beleza da canção).

Alguns podem dizer que a história pode até, parecer “um ghost as avessas” [SEM SPOILERS]. Não sei o porquê mas o filme por diversas vezes me lembrou o desenho “Avatar- a Lenda de Aang”, talvez seja as referencias ao budismo ou a trilha de fundo reproduzida de algum instrumento de cordas oriental.

O filme deve ser meio parado, também em momento algum mostra a pretensão de “ser algo grandioso”(MESMO SENDO, definitivamente), creio que quando depois de assistir os primeiros 20 minutos de filme é inevitável a pessoa iniciar sua viagem particular naquele mundo fascinante no Japão antigo de Kaguya.

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SOBRE_ BOYHOOD

Fiquei adiando começar a assistir por ele ter quase 3 horas de duração, fiz um mal negocio, quando ele termina você fica com vontade de assistir mais.

Um filme que te faz pensar sobre as coisas da vida, os ciclos intermináveis de expectativas que todos temos, versos a vida real imperfeita e linear. Durante essas horas faz julgarmos a nossa capacidade de fazer paralelo com a “Cultura Norte Americana” tipo “o que eu estava fazendo em 2010”, nesses vários momentos do filme quando saca que época é, em que ano se passa, você se pergunta se realmente estava fazendo aquilo, afinal não é nossa cultura mas está presente em nossa vida, e podemos fazer um paralelo em qualquer momento da vida, o que um individuo de 20 anos faz no Texas? e o que um individuo de 20 anos faz em Minas Gerais? A pergunta que fica é: Devíamos ser capazes de fazer esse paralelo!?

Um daqueles filmes que pode mudar a vida das pessoas

Fica claro que uma das iniciativas do filme é questionar coisas como “O TEMPO, A VIDA E MOMENTOS”, o Mason(Ellar Coltrane) fica a maior parte da adolescência naquele dilema de “escolhas certas VS liberdade para viver minha vida” ao mesmo tempo que é questionado diversas vezes se ele aproveita suas escolhas e seu tempo. Em um momento grandioso do filme você se pergunta o que quer fazer com sua vida até chegar ao 40, porque todo mundo acredita que vai ter uma vida espetacular quando é um adolescente, mas a vida na verdade não passa de um grande e constante circulo que segue seu giro linear em direção ao magnifico nada(a morte).

Ele mesmo sendo algo grandioso * não parece ter a pretensão de se mostrar como tal, ele tem apenas a NECESSIDADE de mostrar a vida COMO ELA É

Minhas comparações: Me lembrou um pouco a série #Sense8, que tem aquilo aquilo de você ficar observando o contexto pra saber o lugar e em que tempo a cena se passa, já que não tem nenhuma informação sobre o tempo dos personagens no filme todo.

SOBRE_The LeftOvers

Uma série reflexiva do começo ao fim

As vezes corrida, as vezes muito parada, pouco explicativa e que por algum motivo te faz ficar “amarrado” naquela história que você não entende, e naqueles personagens que parecem ter se tornado parte de você
O policial(o protagonista da história) que se faz de forte, mas vive sua vida tentando agradar seu pai e sua mulher. Kevin Garden(Justin Theroux) é interessante porque ele não é perfeito, e mesmo sendo chefe de policia de uma pequena cidade e não tendo perdido “nenhum” ente querido no fatídico dia 14/10 em que tudo mudou, ele parece ser uma das pessoas mais abaladas, não só por conta de sua família ter desmoronado, mas também por não tem controle nenhum sobre qualquer situação, ninguém sabe o que fazer(sem contar que essa policia tá bem parecida com aquela dos Simpsons, não acertam uma hahah)

Cara posso dizer com toda a certeza que os sentimentos que eu senti vendo essa série se resumem a melancolia, confusão e suspense. Durante toda a série as sensações de confusão e suspense são a base para a história. No episódio 9 “The Garveys at Their Best” eu senti uma profunda vontade de chorar, e nem sabia se era porque finalmente alguns pontos nas histórias estavam sendo fechados ou se era por ter aquele MALDITO PIANO de fundo em pelo menos metade do episódio, (linda trilha aliás♫ ♪).

#VAIGOSTAR #QUEMGOSTADE: True Blood, Elfen Lied e Sobrenatural.

SPOILERS- fiquei o tempo todo tentando entender essa ceita maluca onde eles se vestem de branco, fumam o dia inteiro e abrem mão de se comunicar verbalmente. NO 10º episódio finalmente me caiu a ficha, o objetivo deles é somente fazer as pessoas se lembrarem do que aconteceu, pois é isso que eles fazem todos os dias desde então, eles querem que as pessoas se lembrem que não tá tudo bem, as coisas não vão melhorar, não vão voltar ao normal não podem fingir que está tudo bem. Inclusive isso pode ter sido falado em algum momento, mas não fica claro pra mim.

O mais legal da série, é que ela não tem nada de explicativo, as vezes os personagens contam histórias do passado e aí nos é mostrado um flashback e as vezes não.Não tem como você sabe se eles está mentindo, só na hora que ele falar novamente sobre isso. Na segunda temporada a família protagonista resolve se mudar para uma cidade em que nenhum dos 9 mil habitantes “foram levados” no dia 14/10, e de repente você vê comportamentos estranhos dos personagens, mas que você só vai entender com o decorrer dos episódios, a cidade agora é considerada sagrada, por isso a represa é drenada todas as noites e por isso sua água é considerada milagrosa.
Sobre a 2ª Temporada eu gostei bastante dos episódios 6 e 7, a AMEI o ultimo episódio onde finalmente fica explicito nas entrelinhas qual o objetivo da série, o que ela quer passar, tudo isso em uma frase “Eu Mereço Viver”.. nesse episódio pude contar pelo menos umas 4x em que fiquei sem respirar, e umas 3x em que só estava curtindo a trilha de fundo, o piano, o MALDITO PIANO♫♪.